O abismo não some.
Ele entra e vira músculo.
Cada queda me tece.
Cada faísca me coze.
Sou cicatriz que anda,
verbo que sangra sentindo.
Não nego a ferida.
Nem idolatro o corte.
Engulo o abismo inteiro
e cago estrelas.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 22 de junho de 2026 08:14
- Comentário do autor sobre o poema: É a transformação de matéria bruta da experiência em algo novo, sem apagar a brutalidade do processo.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 37
- Usuários favoritos deste poema: Gino, Sinvaldo de Souza

Offline)
Comentários2
É o caos formando o cosmo
Muito bom,
Abraço, amigo
Hey Francisco, dar uma lida no poema AUTOGÊNESE. 😉
Pura verdade, mas é possível ter esperança de momentos melhores, né? No final, algo brilha!
Excepcional perspectiva... O próximo poema demonstra. 😉
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