Noétrico

Lama

O abismo não some.  
Ele entra e vira músculo.  
Cada queda me tece.  
Cada faísca me coze.  
Sou cicatriz que anda,  
verbo que sangra sentindo.

Não nego a ferida.  
Nem idolatro o corte.  
Engulo o abismo inteiro  
e cago estrelas.