Ladrão do amor

Imagno Velar

Insolente, imperceptível, traiçoeiro

Está presente no auge da felicidade

Rasteiro, rouba a paz mesmo no oleiro

Moldado arduamente, ele surge verdade

 

Rouba e mata sem piedade mas com ódio

Planta a dissolução e evapora num zas

A poeira assenta e revelasse o óbvio

 

Nada de relevante se deslumbra em frente

Ladrão do amor, por vezes acende o fazer

A sua intensidade condena o prazer

Semeando a desconfiança doentia em semente

 

 

O ladrão do amor age na covardia

Se revela na calada do silêncio lhe caia

Nos pormenores mesquinhos sobressai

 

Ciúme não mata o belo renasce o ascendente

Controladamente desvanece-se da mente

Vence o amor embalado na jornada inconhecida

 

Infundado morre o ladrão do amor

Roubado na aventura certeira consciente

Riscos a correr nessa fartura, renasceste

 

Imagno Velar

  • Autor: Imagno Velar (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 22 de junho de 2026 03:28
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1


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