Insolente, imperceptível, traiçoeiro
Está presente no auge da felicidade
Rasteiro, rouba a paz mesmo no oleiro
Moldado arduamente, ele surge verdade
Rouba e mata sem piedade mas com ódio
Planta a dissolução e evapora num zas
A poeira assenta e revelasse o óbvio
Nada de relevante se deslumbra em frente
Ladrão do amor, por vezes acende o fazer
A sua intensidade condena o prazer
Semeando a desconfiança doentia em semente
O ladrão do amor age na covardia
Se revela na calada do silêncio lhe caia
Nos pormenores mesquinhos sobressai
Ciúme não mata o belo renasce o ascendente
Controladamente desvanece-se da mente
Vence o amor embalado na jornada inconhecida
Infundado morre o ladrão do amor
Roubado na aventura certeira consciente
Riscos a correr nessa fartura, renasceste
Imagno Velar