Imagno Velar

Ladrão do amor

Insolente, imperceptível, traiçoeiro

Está presente no auge da felicidade

Rasteiro, rouba a paz mesmo no oleiro

Moldado arduamente, ele surge verdade

 

Rouba e mata sem piedade mas com ódio

Planta a dissolução e evapora num zas

A poeira assenta e revelasse o óbvio

 

Nada de relevante se deslumbra em frente

Ladrão do amor, por vezes acende o fazer

A sua intensidade condena o prazer

Semeando a desconfiança doentia em semente

 

 

O ladrão do amor age na covardia

Se revela na calada do silêncio lhe caia

Nos pormenores mesquinhos sobressai

 

Ciúme não mata o belo renasce o ascendente

Controladamente desvanece-se da mente

Vence o amor embalado na jornada inconhecida

 

Infundado morre o ladrão do amor

Roubado na aventura certeira consciente

Riscos a correr nessa fartura, renasceste

 

Imagno Velar