o céu não é o agora
é a luz tardia de tudo aquilo
que um dia foi,
de todo o brilho
que um dia fomos
à ausência não há direito de ser absoluta
estrelas já mortas,
arrancadas há tempos incontáveis,
a milhares de anos-luz,
continuam atravessando o espaço
teu desaparecimento, Estrela, foste apenas um atraso
outras estrelas,
tão belas e pequenas,
nascem
na mesma escuridão que engoliu as anteriores
todos ocupam esta grande galáxia de mim
camadas sucessivas de corpos celestes
colidindo sem se tocar,
cada uma acreditando ser a primeira a acender
mais uma constelação se forma
e o universo continua
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Autor:
Noah Ferreira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de junho de 2026 01:35
- Comentário do autor sobre o poema: aos erros de sintaxe, culpo o álcool em meu sangue.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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