YES
Trilhas de Sonetos.
l—Soneto.
Algumas chagas no peito guardam dor,
Anos se vão, a pele busca o sol.
Mas quando a força encontra o esplendor,
E a verdade liberta o coração do céu.
O amor, então, um rio a correr,
Encontra a margem que o tempo ousou trancar.
No seu fluir, a alma vem renascer,
E um novo sol começa a nos guiar.
O medo cede à fé que nos aquece,
E a paz que emana é doce melodia.
A ferida ensina, a vida fortalece.
Enquanto o amor nos brinda com alegria.
Assim, na senda que a esperança tece,
Encontramos a calma, enfim, um novo dia.
II — Soneto.
Algumas feridas deixam traços fundos,
Marcas que o tempo teima em diluir.
Anos se arrastam, sonhos e segundos,
Até que a alma enfim consiga ir.
Mas quando a força acende um terno olhar,
E a verdade quebra o céu da escuridão,
O amor, fiel, insiste em retornar,
Guiando o passo em terna redenção.
É nesse trilho que a calma faz morada,
Um rio sereno onde o peito flui.
A cicatriz jamais será apagada.
Mas pela paz, o espírito se instrui.
Assim renasce a esperança, sem temor;
Na senda do perdão, reside o amor.
III — Soneto.
Feridas da alma, tempo a cicatrizar,
Anos de dor que a memória traz.
Mas quando a força do amor quer voltar,
E a verdade encontra a coragem, eis a paz.
No trilho que o afeto reconstrói,
As sombras longas se desfazem lentas.
O coração, que antes em pranto dói,
Descobre em si as curas mais atentas.
A cada passo nesse novo andar,
Um bálsamo suave a alma sente.
A esperança volta a se manifestar.
E o amor, enfim, se faz mais resiliente.
Assim, na volta, tudo se renova,
Encontrando a paz que a alma aprova.
IV — Soneto.
As chagas que a alma carrega em seu peito,
Por vezes o tempo dilui seu rigor.
Mas quando a coragem destrói o defeito,
O amor ressuscita, um novo fulgor.
E nessa senda, que o sentir revela,
A paz se aninha, serena e gentil.
A dor que outrora o coração gela,
Transforma-se em força, terna e sutil.
O espinho guardado, que a alma feriu,
Aos poucos se abranda, se esvai na memória.
No abraço do amor que o peito sentiu.
Renasce a esperança, finda a escória.
E assim, na verdade que em nós reside,
O amor encontra a paz que nos decide.
V — Soneto.
O trilho que se estende, e o ponto a alcançar,
Desfruta a jornada, sem pressa no olhar.
No passo sereno, reside o teu valor,
Pois calma é a força que faz prosperar.
Um novo alvorecer te traz, sem demorar,
A chance de um sonho, um novo fulgor.
Aceita teu ritmo com doce candura;
Gentileza te une ao teu próprio lugar.
Semeia no peito um grão de alegria,
Cultiva a semente de um bem-querer,
E verás que a paz interior te irradia.
Um sol que na alma floresce sem ver.
Assim, a existência em plena harmonia
Te ensina a viver, te ensina a colher.
VI — Soneto.
No passo lento, o sol que se levanta,
O destino anseia, mas o andar floresce.
A calma, teu pilar que nos alcança,
Um dom sublime que jamais fenece.
Em cada aurora, nova esperança,
Um convite mudo a vida nos tece.
Sê brando ao teu compasso que avança,
Que a pressa vã a alma estremece.
Planta no peito o bem, que o bem repica,
E a paz interior em ti se aconchega.
A vida, por vezes, quebra e implica.
Que o belo em ti, por dentro se entrega.
Um novo ser, que em ti se edifica,
E a força pura, em ti se desretega.
15.07.2026
ltslima.?
Obs: Estes Sónetos não estão na métrica.
Decassílabos Camoniano com (10 sílabas poéticas )2 quartetos e 2 tercetos.)
(Ou Alexandrino com 12 silabas Poéticas, 2 quarteto e dois tercetos)
Este é um soneto "Alexandrino" seguindo o esquema abaixo:
'ABBA ABBA CDE CDE" Todos os versos tenham exatamente " 12 " sílabas poéticas" :
A lua brilha e chora na trilha do silêncio, " (A)"
O vento calmo passa e traz o seu torpor, " (B)"
E a alma que se despe esquece toda a dor, " (B)"
Buscando o recomeço em pleno intermitêncio. " (A)"
O esplendor profundo afasta o malefício, " (A)"
Na paz que a noite gera e verte o seu amor, " (B)"
Onde a serena sombra oculta o amargor, " (B)"
E apaga toda a angústia vinda do início. " (A)"
(i-ní-cio) rima com " si-lên-cio" por assonância perfeita aqui)"
A vida é breve sopro e passa por ligeiro, "(C)"
Deixando o grande enigma ao tempo que desfaz " (D)"
O rumo que este peito aflito agora conduz. " (E)"
Seguindo o caminhar correto e verdadeiro, " (C)"
Encontro finalmente a doce e santa paz, " (D)"
Buscando na penumbra a mais div
ina luz. " (E)"
Obs: Creio que aqui consigo fazer o livro de Sonetos, e pensso em Parar.( Cansada)
https://youtu.be/nkwtCf5shDU?si=x0B_FA6Sconv20i0
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Autor:
Tereza Lima (
Offline) - Publicado: 21 de junho de 2026 15:05
- Comentário do autor sobre o poema: trilha de sonetos.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Em coleções: Meu, Minhas.

Offline)
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