Trilha de Sonetos

Tereza Lima


Aviso de ausência de Tereza Lima
YES


Trilhas de Sonetos.

 

l—Soneto.

 

Algumas chagas no peito guardam dor,

Anos se vão, a pele busca o sol.

Mas quando a força encontra o esplendor,

E a verdade liberta o coração do céu.

 

O amor, então, um rio a correr,

Encontra a margem que o tempo ousou trancar.

No seu fluir, a alma vem renascer,

E um novo sol começa a nos guiar.

 

O medo cede à fé que nos aquece,

E a paz que emana é doce melodia.

A ferida ensina, a vida fortalece.

 

Enquanto o amor nos brinda com alegria.

Assim, na senda que a esperança tece,

Encontramos a calma, enfim, um novo dia.

 

 

II — Soneto.

 

Algumas feridas deixam traços fundos,

Marcas que o tempo teima em diluir.

Anos se arrastam, sonhos e segundos,

Até que a alma enfim consiga ir.

 

Mas quando a força acende um terno olhar,

E a verdade quebra o céu da escuridão,

O amor, fiel, insiste em retornar,

Guiando o passo em terna redenção.

 

É nesse trilho que a calma faz morada,

Um rio sereno onde o peito flui.

A cicatriz jamais será apagada.

 

Mas pela paz, o espírito se instrui.

Assim renasce a esperança, sem temor;

Na senda do perdão, reside o amor.

 

 

III — Soneto.

 

Feridas da alma, tempo a cicatrizar,

Anos de dor que a memória traz.

Mas quando a força do amor quer voltar,

E a verdade encontra a coragem, eis a paz.

 

No trilho que o afeto reconstrói,

As sombras longas se desfazem lentas.

O coração, que antes em pranto dói,

Descobre em si as curas mais atentas.

 

A cada passo nesse novo andar,

Um bálsamo suave a alma sente.

A esperança volta a se manifestar.

 

E o amor, enfim, se faz mais resiliente.

Assim, na volta, tudo se renova,

Encontrando a paz que a alma aprova.

 

IV — Soneto.

 

As chagas que a alma carrega em seu peito,

Por vezes o tempo dilui seu rigor.

Mas quando a coragem destrói o defeito,

O amor ressuscita, um novo fulgor.

 

E nessa senda, que o sentir revela,

A paz se aninha, serena e gentil.

A dor que outrora o coração gela,

Transforma-se em força, terna e sutil.

 

O espinho guardado, que a alma feriu,

Aos poucos se abranda, se esvai na memória.

No abraço do amor que o peito sentiu.

 

Renasce a esperança, finda a escória.

E assim, na verdade que em nós reside,

O amor encontra a paz que nos decide.

 

V — Soneto.

 

O trilho que se estende, e o ponto a alcançar,

Desfruta a jornada, sem pressa no olhar.

No passo sereno, reside o teu valor,

Pois calma é a força que faz prosperar.

 

Um novo alvorecer te traz, sem demorar,

A chance de um sonho, um novo fulgor.

Aceita teu ritmo com doce candura;

Gentileza te une ao teu próprio lugar.

 

Semeia no peito um grão de alegria,

Cultiva a semente de um bem-querer,

E verás que a paz interior te irradia.

 

Um sol que na alma floresce sem ver.

Assim, a existência em plena harmonia

Te ensina a viver, te ensina a colher.

 

VI — Soneto.

 

No passo lento, o sol que se levanta,

O destino anseia, mas o andar floresce.

A calma, teu pilar que nos alcança,

Um dom sublime que jamais fenece.

 

Em cada aurora, nova esperança,

Um convite mudo a vida nos tece.

Sê brando ao teu compasso que avança,

Que a pressa vã a alma estremece.

 

Planta no peito o bem, que o bem repica,

E a paz interior em ti se aconchega.

A vida, por vezes, quebra e implica.

 

Que o belo em ti, por dentro se entrega.

Um novo ser, que em ti se edifica,

E a força pura, em ti se desretega.

 

15.07.2026

ltslima.?

 

 

Obs: Estes Sónetos não estão na métrica. 

 

Decassílabos Camoniano com (10 sílabas poéticas )2 quartetos e 2 tercetos.)

 

(Ou Alexandrino com 12 silabas Poéticas, 2 quarteto e dois tercetos)

 

Este é um soneto "Alexandrino" seguindo o esquema abaixo:

 

 'ABBA ABBA CDE CDE" Todos os versos tenham exatamente " 12 " sílabas poéticas" :

 

A lua brilha e chora na trilha do silêncio, " (A)"

O vento calmo passa e traz o seu torpor, " (B)" 

E a alma que se despe esquece toda a dor, " (B)" 

Buscando o recomeço em pleno intermitêncio. " (A)"

 

O esplendor profundo afasta o malefício, " (A)" 

Na paz que a noite gera e verte o seu amor, " (B)" 

Onde a serena sombra oculta o amargor, " (B)" 

E apaga toda a angústia vinda do início. " (A)" 

 

(i-ní-cio) rima com " si-lên-cio" por assonância perfeita aqui)" 

 

A vida é breve sopro e passa por ligeiro, "(C)"

Deixando o grande enigma ao tempo que desfaz " (D)"

O rumo que este peito aflito agora conduz. " (E)"

 

Seguindo o caminhar correto e verdadeiro, " (C)" 

Encontro finalmente a doce e santa paz, " (D)" 

Buscando na penumbra a mais div

ina luz. " (E)" 

 

 

Obs: Creio que aqui consigo fazer o livro de Sonetos, e pensso em Parar.( Cansada)

 

 

https://youtu.be/nkwtCf5shDU?si=x0B_FA6Sconv20i0

  • Autor: Tereza Lima (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de junho de 2026 15:05
  • Comentário do autor sobre o poema: trilha de sonetos.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5
  • Em coleções: Meu, Minhas.


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