no meu peito fazem morada
as dores que você deixou.
na minha pele,
as marcas daquilo que me tomou,
e tudo o que restou de mim.
na minha garganta,
os gritos morreram
antes de encontrarem socorro.
silenciada.
mutilada.
abandonada.
quase morta.
mas nunca sozinha.
sou todas elas.
sou todas vocês que sobreviveram.
carrego em mim
cada voz que tentaram calar,
cada corpo que tentaram quebrar,
cada história que tentaram apagar.
e juntas seguimos,
na mesma luta,
erguidas pelo mesmo grito,
um grito que atravessa o tempo,
vive em cada uma de nós
e permanecerá para sempre em mim.
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Autor:
júpiter. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de junho de 2026 02:17
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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