Museu

Eliabe Lira

Amar,

Pensar, sentir

Chorar.

 

Perdi meu nome

Minha face

Meu norte e,

Por fim, você.

 

Hoje sou deserto

Sem rumo, sozinho

E há muito me deixou

O mar que me banhava.

 

Me apego ao seu quadro

Que por sorte esqueceu

E nessa de abandono

Me levou sem saber.

 

Por um instante sorrio

Com amor amarelo dentina

Que rasga o véu da tristeza,

E devolve um cisco de mim.

 

Então prossigo, 

 

Tudo passa, mas isso não.

Continua a canção,

O mundo transborda

E o amor amanhece.

 

Quisera tu sair de vez

Mas o que sobraria em mim?

E há algo além de nós,

Há museus de novas formas de te amar.

  • Autor: TheLira (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 19 de junho de 2026 21:00
  • Comentário do autor sobre o poema: Este poema ganhou o primeiro lugar do 28° concurso de poesia moderna sabugiense
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3


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