Eliabe Lira

Museu

Amar,

Pensar, sentir

Chorar.

 

Perdi meu nome

Minha face

Meu norte e,

Por fim, você.

 

Hoje sou deserto

Sem rumo, sozinho

E há muito me deixou

O mar que me banhava.

 

Me apego ao seu quadro

Que por sorte esqueceu

E nessa de abandono

Me levou sem saber.

 

Por um instante sorrio

Com amor amarelo dentina

Que rasga o véu da tristeza,

E devolve um cisco de mim.

 

Então prossigo, 

 

Tudo passa, mas isso não.

Continua a canção,

O mundo transborda

E o amor amanhece.

 

Quisera tu sair de vez

Mas o que sobraria em mim?

E há algo além de nós,

Há museus de novas formas de te amar.