Jorge E. Leal
Mundo nojento tua batalha não é justa,
Jaqueta podre cara a cara da burguesia,
Há uma cicatriz, carma que nada custa,
Ecoa o grito de um herói em vã agonia.
Coturno que chuta o mundo inteiro,
Rasgando o véu de toda hipocrisia,
Nem o som voa tão rápido e certeiro,
Da bota brota e sepulta a simpatia.
Corpos unidos, nojentos em protesto,
Cospem o ódio contra os governantes,
Fazendo o caos seu alimento indigesto.
O nojo é real se a distância encurta,
Na miséria habita seu eterno injusto,
Cidade fria que a ganância nos surta.
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Autor:
Julian Lael (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de junho de 2026 12:41
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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