A mão ensaia a busca pelo traço,
Desfazendo o silêncio que a vestia,
Num lento desfolhar, por vago espaço,
Onde a estrutura cede à profecia.
O ritmo acelera, a rima se perde,
Em curvas que o desejo desenha e apaga,
Onde o fôlego encontra o que o corpo verga,
Na busca da essência que a alma vaga.
Há um verso suspenso, em chama e altura,
Que pede o encaixe exato, o movimento,
Fundindo a forma à própria criatura,
No ápice que rasga o pensamento.
E quando a última nota se encerra em calma,
Repousa a moldura, exausta e vencida,
Pois só no silêncio que resta na palma,
Se escreve a história daquela partida.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 17 de junho de 2026 20:25
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua

Offline)
Comentários1
Bravíssimo, ficou mais que porreta, diria que, se eu fosse um marajá, você e que iria ser o encarregado de vestir e despir, o Arem.
Como premio por essa obra de arte, elevo o a . Mestre poeta 18.
Muito bom o escrito.
Parabéns.
Abraços.
Apegaua
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