DO QUE SE VÊ E NÃO SE LÊ

Lucien Vieira

(Lucien Vieira)

Ser alguém
é inventar sem criar,
é vestir um nome vazio —

é um mero ninguém,
porque ser alguém
não há.

Existe, sim, 
não somente um ente,
mas um ser — próprio:   

que pensa — e pensa, 
sente — e sente,
e não mente.

À mente 
não chegam
máscaras de fora;

apenas se veem,
como vidro embaçado,    
ambíguos — não se leem.
  
Alguém só, 
nunca vem;

constantemente
vai —
some.

  • Autor: Lucien Vieira (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de junho de 2026 13:02
  • Comentário do autor sobre o poema: Poesia filosófica de caráter existencial e reflexivo. O poema questiona a ideia convencional de ser alguém, apresentando-a como uma construção superficial e transitória. Em contraposição, afirma a existência de um ser autêntico, cuja essência não pode ser plenamente lida ou compreendida pelas aparências visíveis.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 4


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.