Tempo de menino

Luiz Pipa - https://www.luizherbet.com.br/

Sempre,

desde que me dei conta de mim,

fico assim

na véspera do meu aniversário.

Não gosto. Desgosto.

Talvez porque o resto do ano

passo sem contar, e neste exato dia, conto.

Não conto as rugas, nem os cabelos brancos.

Pouco ligo para isso.

Mas sinto falta dos meus contos imaginativos de menino.

Vejo o tempo como um rio: apenas indo.

Para a morte também não ligo.

Só sinto falta dos meus tempos de menino.

Comentários +

Comentários1



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.