O relógio e eu

ingridanjos

de um tempo pra cá, tem tudo estado mais cinza,
como se chovesse todos os dias
e não sobrasse tempo para secar.
como pode ser tão fria a vida,
pesar como nunca,
causar agonia?

depois de um dia cansativo,
tudo fica mais melancólico.
a sua falta pesa mais na minha existência.
só o barulho do relógio e eu.
depois da meia-noite, tudo vira fantasma.

respirar já não me parece meu forte.
tudo o que me entra pelas entranhas sai com dificuldade.
um museu dentro de mim,
um sujeito sem pretexto,
sem luz,
sem peito.

  • Autor: Ingrid Anjos (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 16 de junho de 2026 12:25
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 9
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua
Comentários +

Comentários1

  • Rogério

    Amei, seu poema!!!



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