de um tempo pra cá, tem tudo estado mais cinza,
como se chovesse todos os dias
e não sobrasse tempo para secar.
como pode ser tão fria a vida,
pesar como nunca,
causar agonia?
depois de um dia cansativo,
tudo fica mais melancólico.
a sua falta pesa mais na minha existência.
só o barulho do relógio e eu.
depois da meia-noite, tudo vira fantasma.
respirar já não me parece meu forte.
tudo o que me entra pelas entranhas sai com dificuldade.
um museu dentro de mim,
um sujeito sem pretexto,
sem luz,
sem peito.