#A Alquimia do Líquido Vermelho
Claudio Gia, Macau RN, 14 de junho de 2026
Não é apenas o humor ou a coroa
Que o tempo afina em seu volver de foice.
O sangue é um verbo que na veia voa,
Mas, ao sair, refunda-se na noite.
Doador: ponte entre dois desertos,
Urdindo a trama que o acaso desfez.
O mesmo ferro que alimenta incertos
Vasos — agora habita outra parede de outra vez.
O estoque, baixo como lua em marte,
Repõe-se quando o gesto rasga o véu:
Não mais o líquido, mas a centelha — a arte
De ser, no outro, o mesmo Deus no céu.
Junho Vermelho não tinge a bandeira:
Mancha de ética o anônimo herói.
Quem doa, ensina que a espécie inteira
Se salva quando um fio se desdobra em dois.
Para quem dá de si sem saber o nome — ciência e milagre cabem na mesma bolsa de plástico.
Claudio Gia, Macau RN, 14 de junho de 2026
Não é apenas o humor ou a coroa
Que o tempo afina em seu volver de foice.
O sangue é um verbo que na veia voa,
Mas, ao sair, refunda-se na noite.
Doador: ponte entre dois desertos,
Urdindo a trama que o acaso desfez.
O mesmo ferro que alimenta incertos
Vasos — agora habita outra parede de outra vez.
O estoque, baixo como lua em marte,
Repõe-se quando o gesto rasga o véu:
Não mais o líquido, mas a centelha — a arte
De ser, no outro, o mesmo Deus no céu.
Junho Vermelho não tinge a bandeira:
Mancha de ética o anônimo herói.
Quem doa, ensina que a espécie inteira
Se salva quando um fio se desdobra em dois.
Para quem dá de si sem saber o nome — ciência e milagre cabem na mesma bolsa de plástico.
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Autor:
Claudio Gia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de junho de 2026 19:11
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

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