Uma ponte liga-me à torre.
Enquanto a atravesso, admiro os tijolos,
lembro-me de que parte deles é suor.
Subo os degraus, deparo-me com o horizonte.
De lá, faço guarda mansa,
amando tudo que meu olhar alcança.
Fortaleço-me nas belezas
para ter força contra
vindouros dias de cruezas.
E quando eles chegarem,
que minha espada não corte por maldade,
que o ódio não me cegue pelo que foi destruído,
que o amor prevaleça pelo que deve ser preservado,
que minha luta seja apenas o suor
que eleva mais um dos tijolos.
E quando a minha guarda
eu ceder, que o próximo
tenha uma visão
mais altiva,
convicta e bela…
Da Torre
que se chama
Humanidade.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de junho de 2026 09:39
- Comentário do autor sobre o poema: Entre a espada que preserva e o esforço que edifica, um poema sobre o papel de cada um de nós na construção do amanhã.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Naruteza.

Offline)
Comentários1
Eita, dessa vez o caldo engrossou, mas cá para nos.
E tem bicho pior na face da terra do que esse que se refere, Humanidade.
Bravos amigo, ficou porreta o seu dito.
Abraços.
Apegaua
Não tem nem pior nem melhor. Se for bicho, é tudo igual, é só instinto. Agora, sem querer ser nietzschiano, aquele que pensa — e pensa para o bem — não é melhor nem pior, mas sabe das suas responsabilidades. Não chega a ser um super-homem, mas um herói do dia a dia... Tipo gente que planta sem saber quem vai comer na outra ponta, e depois de um dia duro, abre uma cerveja e curte o seu cansaço...
Obrigado pelo carinho de sempre, amigo poeta Apegaua!
Abraços.
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