Uma ponte liga-me à torre.
Enquanto a atravesso, admiro os tijolos,
lembro-me de que parte deles é suor.
Subo os degraus, deparo-me com o horizonte.
De lá, faço guarda mansa,
amando tudo que meu olhar alcança.
Fortaleço-me nas belezas
para ter força contra
vindouros dias de cruezas.
E quando eles chegarem,
que minha espada não corte por maldade,
que o ódio não me cegue pelo que foi destruído,
que o amor prevaleça pelo que deve ser preservado,
que minha luta seja apenas o suor
que eleva mais um dos tijolos.
E quando a minha guarda
eu ceder, que o próximo
tenha uma visão
mais altiva,
convicta e bela…
Da Torre
que se chama
Humanidade.