Estou no início.
A casa, o jardim,
a alma — sempre
um passo à frente
das sombras.
Na distorção
esqueço os espelhos.
A sinceridade
é a segunda desgraça.
As luzes apagaram-se.
O frio chega de novo.
O gelo ganha contornos.
O frio corre na pele.
Teus beijos aquecem
os meus lábios trémulos.
Completamente.
E depois?
O silêncio.
Absurdo lúdido:
o amor que sobe
e no auge
ainda arde.
De trás para frente
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de junho de 2026 14:10
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz

Offline)
Comentários3
São beijos que queimam... e as noites deliram.
Obrigada por me ler e pelo lindo comentário poético
Impecável!
Obrigada por comentar e um bom fim de semana.
Eita, chamo isso de amor cobra cega, nem sabe se vai para frente ou se vorta para trás, aqui na roça tem muitas, por isso e que andamos de bota.
Para que esse trem não nos pegue.
Apegaua
Assim é o meu casamento, estou sempre equilibrando a dor e o desejo... hehehe.
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