Índigo (soneto)

Luiz CM

O índigo em você é uma inspiração,
Tonalidade entre o mar e o celeste
Que matiza os afetos pelo que são,
Cativados nas cicatrizes que veste.

Penumbra minha foge e se intimida
No menor vislumbre de sua altivez,
Carregando em si o fascínio da vida,
A livrar-me do vício pela sordidez.

Anjo meu, que por ora se fragiliza,
Declamo: ao sentir que me precisa,
Como flor que se recolhe ao breu,

Acolherei qualquer insegurança,
Nesse amor que nos é doce dança,
Pois sempre serei o alicerce seu.

  • Autor: Ziul (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 12 de junho de 2026 14:02
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 4


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