O índigo em você é uma inspiração,
Tonalidade entre o mar e o celeste
Que matiza os afetos pelo que são,
Cativados nas cicatrizes que veste.
Penumbra minha foge e se intimida
No menor vislumbre de sua altivez,
Carregando em si o fascínio da vida,
A livrar-me do vício pela sordidez.
Anjo meu, que por ora se fragiliza,
Declamo: ao sentir que me precisa,
Como flor que se recolhe ao breu,
Acolherei qualquer insegurança,
Nesse amor que nos é doce dança,
Pois sempre serei o alicerce seu.