#O Garrote do Tempo e a Espora da Fé
Claudio Gia, Macau – RN, 11 de junho de 2026
No dorso rubro da terra ferida
Onde o sol beija o couro da solidão
Nasce um homem que não tem medida
Vaqueiro, guardião da tradição.
Seu grito é verso, seu laço é poema
Sua montaria é fé desembestada
Morada Nova lhe dá a diadema
Sertão a dentro, na pista marcada.
Não é só força bruta que o sustenta
É uma ética de bravo e de honrado
Que entre o curral e a vaquejada inventa
Um código de homem consagrado.
Eis que a mulher chega – rompe a porteira
Com espora fina e rédea mais certeira
Vaqueira de alma, de laço e de saia
Faz tremer o chão, faz calar a arraia.
Elas são donas do barro e da glória
Escrevem novo capítulo na história
Na festa, no brete, na areia do evento
Carregam do sertão o testamento.
Hoje o vaqueiro é verbo conjugado
Em cada curva do rio seco e sagrado
Sua vitória não é só troféu
É manter vivo o que Deus lhe deu.
Que a fé no peito seja espora e guia
Que a alma tenha o timbre da boiada
E que o vento do nordeste anuncie ainda:
— Vaqueiro é lenda, é poesia encarnada.
Criar capa padrão ditto music, colocar nome do poema, colocar nome do autor, Claudio Gia, Macau RN, 11/06/2026
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Autor:
Claudio Gia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de junho de 2026 15:51
- Categoria: Não classificado
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