Soneto para teus Seios - Vol. XX

Versos Discretos

Dois hemisférios, alvos, de um relevo opulento,
Que a seda mal retém em sua estrita clausura;
São relevos de néctar, de uma estirpe pura,
Que desafiam, firmes, o próprio pensamento.

Exímios objetos de meu mais puro tormento,
Cuja maciez convida a mão que se aventura,
A decifrar o traço, a curva, a arquitetura,
Perdendo-me no gozo, em lento movimento.

Como eu desejaria, em ritos de devaneio,
Sentir o peso morno, a pele que se inflama,
Sob a ponta dos dedos, em todo esse seio,

Despertar a vertigem que a carne reclama,
Com beijos que percorrem, do bico ao meio,
A rota que o desejo, em brasa, proclama.

  • Autor: Versos Discretos (Offline Offline)
  • Publicado: 11 de junho de 2026 07:54
  • Categoria: Erótico
  • Visualizações: 15
  • Usuários favoritos deste poema: Fabricio Zigante
Comentários +

Comentários3

  • Fabricio Zigante

    Belíssimo soneto, esbelto e elegante.

  • Sergio Neves

    SERGIO NEVES - ...belezura pura! ...soneto de se admirar! /...tudo dito com uma eroticidade pra lá de classuda! / ...de ótima leitura! /// Abçs.

  • Rosangela Rodrigues de Oliveira

    Lindo seu poema, sensual sem ser vulgar. Parabéns poeta.

    • Versos Discretos

      Obrigado. Sempre que uma mulher elogia eu sei que acertei o tom. sz



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