Dois hemisférios, alvos, de um relevo opulento,
Que a seda mal retém em sua estrita clausura;
São relevos de néctar, de uma estirpe pura,
Que desafiam, firmes, o próprio pensamento.
Exímios objetos de meu mais puro tormento,
Cuja maciez convida a mão que se aventura,
A decifrar o traço, a curva, a arquitetura,
Perdendo-me no gozo, em lento movimento.
Como eu desejaria, em ritos de devaneio,
Sentir o peso morno, a pele que se inflama,
Sob a ponta dos dedos, em todo esse seio,
Despertar a vertigem que a carne reclama,
Com beijos que percorrem, do bico ao meio,
A rota que o desejo, em brasa, proclama.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 11 de junho de 2026 07:54
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 81
- Usuários favoritos deste poema: Fabricio Zigante

Offline)
Comentários5
Belíssimo soneto, esbelto e elegante.
Obrigado amigo.
SERGIO NEVES - ...belezura pura! ...soneto de se admirar! /...tudo dito com uma eroticidade pra lá de classuda! / ...de ótima leitura! /// Abçs.
Obrigado amigo.
Lindo seu poema, sensual sem ser vulgar. Parabéns poeta.
Obrigado. Sempre que uma mulher elogia eu sei que acertei o tom. sz
Volumoso, fofo e entumecido igualzinho a um abacate, pronto para ser abocanhado esse seu soneto.
Vos digo que quando o li, meus pensamentos se debruçaram na vulgaridade.
E nada poderia fazer, pois a fase era de crise.
Isso amável poeta, mata o velho, mas mata aos pouquinhos, por saber que ainda morro disso.
Abraços.
Apegaua
Obrigado caro amigo
Hmm. Amei... hehe.
Obrigado sz
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