#O Canto Silenciado dos Oceanos
Claudio Gia, Macau RN, 08/06/2026
Nas profundezas azuis que o mundo sustenta,
O Dia dos Oceanos grita em silêncio urgente.
Mares que embalavam a vida desde o início,
Equilíbrio sagrado do planeta que definimos.
Rios outrora livres agora presos em concreto,
Barris gigantes que domam a corrente do afeto.
Não chegam mais às águas salgadas do estuário,
Onde o fitoplâncton dança, pluma da natureza em esplendor.
Sem esse verdor microscópico que o sol desperta,
Menos oxigênio sobe, a biota se deserta.
A respiração do mundo enfraquece devagar,
Enquanto o homem, cego, segue a ferir o mar.
Plásticos gigantes boiam como fantasmas errantes,
Ilhas de morte onde a vida já não tem mais instante.
Peixes sufocam, aves choram sem abrigo,
Biodiversidade que se perde num abismo sem sentido.
Ó mares de Gaia, perdoai nossa ignorância!
Que o Dia Mundial desperte a consciência.
Protejam-se os rios, libertem-se as barragens,
Devolvam ao estuário o berço das plumagens.
Que o plástico volte à terra, que a poluição cesse,
E o oceano, mãe azul, novamente floresça.
Pois sem vós, não há ar, não há vida, não há ser —
Homem e natureza, um só destino a viver.
Claudio Gia, Macau RN, 08/06/2026
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Autor:
Claudio Gia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de junho de 2026 18:12
- Categoria: Não classificado
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