Esperanças Perdidas

Rychard S. Paz

Vivemos a perder coisas na vida:

Tudo aquilo que sempre mais importa

Apressa o passo e sai por nossa porta

Sem nem sequer fazer-nos despedida

 

Assim o Tempo vai fazer sofrida

A nossa pele cada vez mais mais morta

E a gênese da vida, que ela aborta,

Desfaz-se na tortura, que trucida…

 

E o Coração, em círculos dantescos

Anda a bailar nos túmulos funestos

Como bufões em festas de crianças…

 

Mas a Alma, só e perdida, se pergunta:

“Quando tornei-me esta infeliz defunta?

Quando perdi as minhas esperanças?…”

  • Autor: Rychard S. Paz (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de junho de 2026 08:54
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1
  • Em coleções: Sonetos.


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