Rychard S. Paz

Esperanças Perdidas

Vivemos a perder coisas na vida:

Tudo aquilo que sempre mais importa

Apressa o passo e sai por nossa porta

Sem nem sequer fazer-nos despedida

 

Assim o Tempo vai fazer sofrida

A nossa pele cada vez mais mais morta

E a gênese da vida, que ela aborta,

Desfaz-se na tortura, que trucida…

 

E o Coração, em círculos dantescos

Anda a bailar nos túmulos funestos

Como bufões em festas de crianças…

 

Mas a Alma, só e perdida, se pergunta:

“Quando tornei-me esta infeliz defunta?

Quando perdi as minhas esperanças?…”