Não... não me domestiquem — que eu seja
Criatura inteira, ainda imperfeita;
Sigo o que em mim, calado, já deseja
A forma natural que me foi feita.
Que homem eu me mantenha na peleja Que em mim persiste, íntima e sujeita
Ao que sou eu — não ao que o mundo almeja
Traçar em mim por força ou por receita.
Não turvem pois o claro do que sinto,
Nem deem contorno estranho ao que é humano;
Há leis em mim que guardo e não desminto.
Deixem-me ser — sem jugo e sem engano,
Pois no que sou, sereno, me requinto
E a mim não cabe um molde soberano.
Tangará da Serra, 20/09/2020
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Autor:
Maximiliano Skol (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de setembro de 2020 01:12
- Comentário do autor sobre o poema: Nota: a sintaxe irregular do último verso é proposital. VIDE. NO GOOGLE: # " POR QUE SER ANTIPÁTICO É CONTRÁRIO À EVOLUÇÃO?"
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 33

Offline)
Comentários2
Às vezes, no mundo atual, o incorreto torna - se uma bandeira levantada pelos defensores de uma "liberdade" que eu não reconheço.
Boa reflexão em seus versos.
Bom domingo!
Elda, é o "politicamente correto do intelectualmente estúpido" como diz o Fiuza.
Obrigado pela suas observações.
Elda, é o "politicamente correto do intelectualmente estúpido" como diz o Fiuza.
Obrigado pela suas observações.
Enriquecedor no que se diz respeito ao vocabulário e mensagem transmitida. Existe um lado no homem que não pode, e creio que nem deve ser mudado.
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