NÃO ME DOMESTIQUEM

Maximiliano Skol

Não... não me domestiquem — que eu seja
Criatura inteira, ainda imperfeita;
Sigo o que em mim, calado, já deseja
A forma natural que me foi feita.

Que homem eu me mantenha na peleja                                            Que
em mim persiste, íntima e sujeita
Ao que sou eu — não ao que o mundo almeja
Traçar em mim por força ou por receita.

Não turvem pois o claro do que sinto,
Nem deem contorno estranho ao que é humano;
Há leis em mim que guardo e não desminto.

Deixem-me ser — sem jugo e sem engano,
Pois no que sou, sereno, me requinto
E a mim não cabe um molde
soberano.

Tangará da Serra, 20/09/2020

  • Autor: Maximiliano Skol (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de setembro de 2020 01:12
  • Comentário do autor sobre o poema: Nota: a sintaxe irregular do último verso é proposital. VIDE. NO GOOGLE: # " POR QUE SER ANTIPÁTICO É CONTRÁRIO À EVOLUÇÃO?"
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 33
Comentários +

Comentários2

  • Edla Marinho

    Às vezes, no mundo atual, o incorreto torna - se uma bandeira levantada pelos defensores de uma "liberdade" que eu não reconheço.
    Boa reflexão em seus versos.
    Bom domingo!

    • Maximiliano Skol

      Elda, é o "politicamente correto do intelectualmente estúpido" como diz o Fiuza.
      Obrigado pela suas observações.

      • Maximiliano Skol

        Elda, é o "politicamente correto do intelectualmente estúpido" como diz o Fiuza.
        Obrigado pela suas observações.

      • Matheus S. Candia

        Enriquecedor no que se diz respeito ao vocabulário e mensagem transmitida. Existe um lado no homem que não pode, e creio que nem deve ser mudado.



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