Obra aqui do lado de casa,
que estardalhaço!
Furadeira com martelete
direto na minha paz.
É tanto furo que devem,
por certo, estar a fazer
uma peneira.
O pior é a pausa:
acha-se que acabou...
Um engodo!
Era só tempo
da troca da broca.
Como não estou preso
e minha corrente gira,
saio a pedalar.
A afronta é que por onde
passo há uma obra,
uma desorquestra:
serra tico-tico,
esmerilhadeira,
betoneira...
Volto à minha casa,
encontro na calçada
o dono da obra:
— Só mais duas semanas
e acaba.
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de junho de 2026 09:12
- Comentário do autor sobre o poema: As pequenas neuras cotidianas. Pensei que não conseguiria escrever sequer um verso, mas eis que surge um martelete na minha ideia. Confesso que dramatizei um pouco, entendo perfeitamente o progresso, mas é isso: urbanidades...
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Em coleções: Urbano.

Offline)
Comentários2
Li e não segurei o riso. Entendo perfeitamente como funciona.
Bom dia e feliz fim de semana, Francisco Queiroz @
Bom dia, Leide
Como dizia um antigo prefeito aqui da minha cidade, "Os transtornos passam os benefícios ficam", e é bom treino para paciência...
Um final de semana abençoado pra ti!
Obrigada! IGUALMENTE
Parece as vozes na minha cabeça... hehe.
Né...
Obrigado pela leitura, Ayalah...
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