Obra aqui do lado de casa,
que estardalhaço!
Furadeira com martelete
direto na minha paz.
É tanto furo que devem,
por certo, estar a fazer
uma peneira.
O pior é a pausa:
acha-se que acabou...
Um engodo!
Era só tempo
da troca da broca.
Como não estou preso
e minha corrente gira,
saio a pedalar.
A afronta é que por onde
passo há uma obra,
uma desorquestra:
serra tico-tico,
esmerilhadeira,
betoneira...
Volto à minha casa,
encontro na calçada
o dono da obra:
— Só mais duas semanas
e acaba.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de junho de 2026 09:13
- Comentário do autor sobre o poema: Meu sábado começou assim, com pequenas neuras cotidianas. Pensei que não conseguiria escrever sequer um verso, mas eis que surge um martelete na minha ideia. Confesso que dramatizei um pouco, entendo perfeitamente o progresso, mas é isso: urbanidades...
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: Urbano.

Offline)
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