Bomba-relógio
Agora são duas horas e quatro minutos.
Dia quatro de junho de dois mil e vinte e seis.
O tique-taque do peito marca a hora direito, sem parar.
Ainda bem.
Seria melhor dizer bup-dup, como meu velho professor ensinou?
Não importa a nomenclatura.
O brinquedo de corda, no meio das costas, está girando.
Alguém deu corda.
Não lembro quem.
Fato consumado desde então.
O compassado tique-dup.
O repetitivo taque-bup.
Ambos continuam marcando.
Uma hora a mais de prazo
ou uma hora a menos de tempo.
Tique-taque, tique-taque.
Bup-dup, bup-dup.
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Autor:
RGGouveia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de junho de 2026 02:48
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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