Não houve choro, nem despedidas.
Era apenas um dia ensolarado, interrompido por alguns pingos de chuva.
A terra ainda estava fresca quando me recebeu.
Eu queria ser cinzas, mas fui entregue ao solo.
Já não fazia diferença.
Os desejos pertencem aos vivos, e eu já não era um deles.
Meu nome, minha voz, minhas vontades, tudo ficou para trás.
Eu não existia mais.

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Comentários5
As vezes a gente morre, bem onde um dia haverá uma árvore. Lindo poema!
Simplesmente inusitado e lindo! Poesia boa demais!
Abraços!
Uma poesia linda e inusitada. Gostei bastante. Até breve.
Triste mas um poema impactante!
Triste mas bonito... gostei.
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