Nas dobras deste tempo que não passa,
Na solidão que trago e que me veste,
Sinto a lua que brilha e que me fere,
Nesse céu cinzento onde a saudade tece.
São dias de uma bruma que me cega,
E meu peito, em abismos, adormece.
Busco a palavra que na noite erra,
Nessa sombra que o pranto não dilui.
E assim me perco, em versos e divagações,
Navegando nos meus subterrâneos,
Onde viceja todas minhas são canções,
E o tempo escorre, lento e solitário,
Sempre afeito as dores entre mistérios,
Onde desvendo o meu próprio relicário.
-
Autor:
JTNery (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de junho de 2026 10:54
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.