NESTE EXÍLIO 

Rodrigo Melo

À beira dos canais de Babilônia 

nos sentamos, e choramos 

com saudades de Sião; (Sl 137,1)

por mais que aqui tenha belas paisagens

nada se compara com os horizontes que virão.

 

Nos bens desta terra, 

por vezes, ponho o meu coração.

Após minha morte, eles serão 

os primeiros a se esquecerem de mim

e a se entregarem a outros, 

sem consciência alguma.

 

Me sinto, aqui, nesta terra estrangeira,

como se eu passasse uma noite

numa desconfortável hospedaria.

 

Teu Coração, Jesus, é minha verdadeira pátria.

 

Quero, enquanto estou aqui, no exílio,

 fazer o meu melhor,

te mostrar que valeu a pena 

teus sofrimentos por mim. 

 

Me aquece com teus raios,

ó Sol de Justiça (Ml 3,20)

Guarda-me como a pupila dos teus olhos, 

esconde-me à sombra de tuas asas. (Sl 17,8)

 

E... um dia me levarás contigo.(Jo 14,3)

Estarei, enfim, em minha verdadeira pátria.

 

  • Autor: Rodrigo Melo (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de junho de 2026 00:56
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2


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