À beira dos canais de Babilônia
nos sentamos, e choramos
com saudades de Sião; (Sl 137,1)
por mais que aqui tenha belas paisagens
nada se compara com os horizontes que virão.
Nos bens desta terra,
por vezes, ponho o meu coração.
Após minha morte, eles serão
os primeiros a se esquecerem de mim
e a se entregarem a outros,
sem consciência alguma.
Me sinto, aqui, nesta terra estrangeira,
como se eu passasse uma noite
numa desconfortável hospedaria.
Teu Coração, Jesus, é minha verdadeira pátria.
Quero, enquanto estou aqui, no exílio,
fazer o meu melhor,
te mostrar que valeu a pena
teus sofrimentos por mim.
Me aquece com teus raios,
ó Sol de Justiça (Ml 3,20)
Guarda-me como a pupila dos teus olhos,
esconde-me à sombra de tuas asas. (Sl 17,8)
E... um dia me levarás contigo.(Jo 14,3)
Estarei, enfim, em minha verdadeira pátria.