Tento… tento… ainda tento,
Mas cada passo é mais lento.
Caio — e o chão me reconhece,
Como velho amigo que nunca esquece.
Levanto… ou finjo que sim.
A alma, exausta, desiste de mim.
Três, dez, cem tentativas,
E todas me devolvem feridas.
As quedas… não acabam jamais.
São poços sem fundo, sem cais.
E eu, afundando em silêncio,
Sem vislumbrar qualquer alento.
Sei que pode parecer exagero
Mas é apenas o desespero
Clamando alto para ouvidos surdos
Ninguém parece ouvir.
E tudo bem...
Afinal, não há quem saiba o que é cair
Não culpo os que passam alheios,
Os que seguem seus próprios enredos.
Meus gritos são feitos de névoa,
E se perdem…
No próprio segredo.
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Autor:
Parzival (
Offline) - Publicado: 1 de junho de 2026 20:05
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

Offline)
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