Serra Dourada
Serra Dourada, quando a tarde te doura,
Teu corpo de pedra vira chama e promessa.
Goiás Velho te olha lá de baixo, calada,
E o Rio Vermelho te escreve cartas em correnteza.
O vento do cerrado te traz segredos antigos:
Cheiro de pequi, reza de sinhá, viola longe.
Teus paredões guardam o sim que nunca foi dito,
E a lua te beija a noite inteira nos grotões.
Amar você é entender o tempo das serras:
Não tem pressa, mas também não esquece.
Deito em teu vale e descanso meu cansaço,
Porque teu ouro, Serra, é paz que amanhece.
Serra Dourada, quando a tarde te doura,
Teu corpo de pedra vira chama e promessa.
Goiás Velho te olha lá de baixo, calada,
E o Rio Vermelho te escreve cartas em correnteza.
O vento do cerrado te traz segredos antigos:
Cheiro de pequi, reza de sinhá, viola longe.
Teus paredões guardam o sim que nunca foi dito,
E a lua te beija a noite inteira nos grotões.
Amar você é entender o tempo das serras:
Não tem pressa, mas também não esquece.
Deito em teu vale e descanso meu cansaço,
Porque teu ouro, Serra, é paz que amanhece.