Labirinto de ausência

Jonas Teixeira Nery

O tempo escorre por entre as mãos,
Em um relógio que parou nos desencontros.
Caminho em círculos por abismos conhecidos,
Onde a esperança se desfaz...

Essa estrada gélida insufla meus sentidos,
A tristeza me veste de exaustão.
Sou o eco de mim mesmo, perdido,
Afogando-me na minha própria imensidão.

Procuro abrigo nas minhas próprias quedas,
Mas só ecos e contradições que aperta.
Onde o silêncio dita as minhas estações.

E nesse abismo que insiste em me chamar,
Deixo a alma extenuada repousar.

  • Autor: JTNery (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de maio de 2026 09:37
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2


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