O tempo escorre por entre as mãos,
Em um relógio que parou nos desencontros.
Caminho em círculos por abismos conhecidos,
Onde a esperança se desfaz...
Essa estrada gélida insufla meus sentidos,
A tristeza me veste de exaustão.
Sou o eco de mim mesmo, perdido,
Afogando-me na minha própria imensidão.
Procuro abrigo nas minhas próprias quedas,
Mas só ecos e contradições que aperta.
Onde o silêncio dita as minhas estações.
E nesse abismo que insiste em me chamar,
Deixo a alma extenuada repousar.