Triste, cabisbaixo e descontente
De tal forma que me sinto frio
Já virou algo corriqueiro
Ficar sempre a ver navios
Nas paixões nunca reveladas
Nas lágrimas que formam rios
Ficarei nesse cais
Sempre a ver navios
No mar de incertezas
Sinto sempre o vento frio
Que me congela de medo
De ficar a ver navios
Sem conseguir me declarar
Olhando para o céu de anil
Sinto que alguém tem a coragem
De me deixar a ver navios
Num mar de dois barcos
De repente muda o fio
E o que era rota certa
Me deixa a ver navios
Se trato bem ou mal
Se sou esquentado ou frio
Sempre terá algo
Que me deixará a ver navios
Já estou conformado
A viver só nesses rios
Mas no meio do estuário
Ficou sempre a ver navios
-
Autor:
Matheus Henrique (
Offline) - Publicado: 28 de maio de 2026 21:56
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Naiumi Rodrigues

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.