Migalhas brilhantes

Francisco Queiroz

Os desejos: os pequenos a princípio,

grandes, enormes, nos consomem.

A sensação é que nós os consumimos.

 

Que engano, uma grande ilusão.

Uma hora ou outra enjoamos

e logo mudamos de obsessão,

é o que queremos acreditar.

 

O chão e suas migalhas brilhantes,

cores diferentes para o mesmo pão,

curioso é que o nariz apoia os olhos

enquanto chafurdamos nas novidades.

 

E vamos, aos poucos, afundando.

Mas não se preocupem:

sempre estamos acompanhados.

  • Autor: Francisco Queiroz (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 27 de maio de 2026 22:09
  • Comentário do autor sobre o poema: Somos consumidos enquanto brincamos de consumir... Uma nécessaire cheia de desejos legados. Ainda há esperança!
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3
  • Em coleções: Silêncios, Urbano.


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