Os desejos: os pequenos a princípio,
grandes, enormes, nos consomem.
A sensação é que nós os consumimos.
Que engano, uma grande ilusão.
Uma hora ou outra enjoamos
e logo mudamos de obsessão,
é o que queremos acreditar.
O chão e suas migalhas brilhantes,
cores diferentes para o mesmo pão,
curioso é que o nariz apoia os olhos
enquanto chafurdamos nas novidades.
E vamos, aos poucos, afundando.
Mas não se preocupem:
sempre estamos acompanhados.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de maio de 2026 22:09
- Comentário do autor sobre o poema: Somos consumidos enquanto brincamos de consumir... Uma nécessaire cheia de desejos legados. Ainda há esperança!
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Silêncios, Urbano.

Offline)
Comentários1
Perguntei a um velho violeiro e amigo de pescaria, aqui do lugar.
O que você quis dizer com o seu poema. Migalhas brilhantes.
Primeiro perguntei se ele tinha entendido, falou me que Tim, Tim por, Tim, Tim.
Então. pedi a ele que interpretasse o poema.
E olha o que o cabra me disse.
Que tudo se passou, numa mata perto de uma cachoeira, cada um em sua vigia, com as papos amarelas pronta para abrir fogo na caça.
E que as migalhas brilhando, era que era o mister de tal caçada, pois o bicho de longe avistava. E ainda falou me que se não prestei atenção na parte de sempre se estar acompanhado, pois em tal cachoeira existe lama e se alguem atolar, o outro ajuda a puxar.
Fiquei serio, não ri, pois o cabra violeiro e nervoso e sempre anda com uma foice num ombro e a viola no outro.
E jurou de pé junto, que o poeta deve ser um ótimo casador, ai perguntei a ele, qual a caça que se mata com migalhas reluzentes.
Ele foi categórico, a pintada.
Abraços meu amigo, fica zangado não.
Pois cada leitor, faz a interpretação, querendo acrescentar.
Apegaua.
Eita, que honra a tua interpretação, esse tal violeiro é sabido, e já escreveu um poema pra ele?
Eu acho que ele merece...
Um abraço pra vcs!
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