Os desejos: os pequenos a princípio,
grandes, enormes, nos consomem.
A sensação é que nós os consumimos.
Que engano, uma grande ilusão.
Uma hora ou outra enjoamos
e logo mudamos de obsessão,
é o que queremos acreditar.
O chão e suas migalhas brilhantes,
cores diferentes para o mesmo pão,
curioso é que o nariz apoia os olhos
enquanto chafurdamos nas novidades.
E vamos, aos poucos, afundando.
Mas não se preocupem:
sempre estamos acompanhados.