Antíteses Urbanas

um qualquer

Entre os mais belos ramos

Há os vermes, que profanos

Entre as folhas mortas

Há a vida, gloriosa!

 

Em seu carro, passa o rico

Mais de mil, só seu brinco

Na rua, alguém deitado

Sem ninguém ao seu lado

 

No camburão, um jovem negro

Roubou para comer, tem que preso!

Na cadeira do Congresso

Um político, rouba o povo

"Olha, desta vez, votamos em um bom moço!"

 

E na escola, enquanto isso

"Não dá mais, eu desisto"

Emprego, estudo e casa

Eis o jovem que trabalha

 

E, em um condomínio

Um herdeiro assume um risco:

"Botei a mesada em Cripto!

Sobe ou desce? Que agônia!

Mas que vida difícil!"

 

 

 

  • Autor: um qualquer (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de maio de 2026 18:22
  • Comentário do autor sobre o poema: A contradição brasileira: Um povo segregado no âmbito socioespacial e que reinvidica união e acolhimento.
  • Categoria: Sociopolítico
  • Visualizações: 3
  • Em coleções: Sintomas Sociais - às vezes fazem sentido.


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