Entre os mais belos ramos
Há os vermes, que profanos
Entre as folhas mortas
Há a vida, gloriosa!
Em seu carro, passa o rico
Mais de mil, só seu brinco
Na rua, alguém deitado
Sem ninguém ao seu lado
No camburão, um jovem negro
Roubou para comer, tem que preso!
Na cadeira do Congresso
Um político, rouba o povo
\"Olha, desta vez, votamos em um bom moço!\"
E na escola, enquanto isso
\"Não dá mais, eu desisto\"
Emprego, estudo e casa
Eis o jovem que trabalha
E, em um condomínio
Um herdeiro assume um risco:
\"Botei a mesada em Cripto!
Sobe ou desce? Que agônia!
Mas que vida difícil!\"