Fragmentos

Ayalah Verônica Berg

 

Os sãos nunca sujam as mãos na história... são só o ruído que o vento leva.
 
O bem nasce do cansaço dos tristes... vazio que já chega vencido.
O belo é o espelho rachado de quem se ama demais... reflexo que desaba sob o próprio peso. 
O interessante é o êxtase partido de quem se ausenta de si... beleza que se quebra antes do mundo tocar.
 
Mas o impossível... ah, o impossível é o triunfo calmo dos que não sentem.
Deitam sobre o absurdo e sonham... sonham com deuses onde só há mal.
E caem.
Caem sorrindo... lentamente.  
 
 
Fragmentos 
de Ayalah Verônica Berg 
 

  • Autor: Ayalah Berg (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de maio de 2026 13:15
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 102
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Charles Araújo
Comentários +

Comentários2

  • Apegaua

    Bravíssimo, não sei se é o são palavras inteligentemente se contratando, amei.
    Ficou demais, penso eu e nem sei se tenho razão, as coisas simples de se dizer, carregam carga de energia positiva.
    Se quem ler saber aproveitar tudo se emana.
    Bela Segunda Feira Amiga.
    Abraços
    Apegaua

  • Maria dorta

    Mas caem com dignidade e nunca perdem sua hombridade e capacidade de amar e respeitar o outro. Lindo poema!



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