Os sãos nunca sujam as mãos na história... são só o ruído que o vento leva.
O bem nasce do cansaço dos tristes... vazio que já chega vencido.
O belo é o espelho rachado de quem se ama demais... reflexo que desaba sob o próprio peso.
O interessante é o êxtase partido de quem se ausenta de si... beleza que se quebra antes do mundo tocar.
Mas o impossível... ah, o impossível é o triunfo calmo dos que não sentem.
Deitam sobre o absurdo e sonham... sonham com deuses onde só há mal.
E caem.
Caem sorrindo... lentamente.
Fragmentos
de Ayalah Verônica Berg