Na verdade, eu não sou uma
pessoa, eu sou arte. Sou para
todo povo. Por isso atraente
para uns, terrível para outros
Sou música que ressoa e
ensurdece os ouvidos, sou
sala de cinema vazia, pronto
pra ser assistido. Um teatro
precário com atores falidos
Sou instrumento desafinado,
mas tenho um som bonito.
Sou palhaço engraçado,
fazendo graça sem um circo
Sou um movimento solitário
de bailarina que não cansa.
Eu sou um livro completo de Kant
traduzido para criança
Sou construção contemporânea,
sólida e fácil de derrubar. Sou
a escultura de argila que não
espera o tempo de secar
Sou o tempero amargo, salgado,
azedo e apimentado. Sou tigela
de vidro rachada, com prato bem
montado
Sou sensível sim, e continuarei
sendo. Para dar um fim no meu
corpo artístico, só se eu acabar
morrendo
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Autor:
moloch (
Offline) - Publicado: 24 de maio de 2026 01:48
- Categoria: Fantástico
- Visualizações: 3

Offline)
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