Chega!

davix2

 

Meu azul coração, por outra madrugada abandonado estava

A lua era cúmplice, ela está habituada

Até o jazz chorava na nota arrastada

Por uma sombra que me encarava

Sinto-me assombrado, sinto-me apavorado

 

O amor fadigava de minha caneta

E voltava-se ao meu pergaminho

Quase como um clamor, era ardor

É uma imagem nua, um pensamento sóbrio

Está me consumindo, tomado pelo anseio

 

Preciso te encontrar, animar minhas friezas

Te admirar, te priorizar, te contemplar

Relembrar o significado de leveza

Artesanar pérolas e dançar na avenida das lágrimas

Intuir poetas apegados à ternura

Ouvir o vento cantar, presenciar a alvorada

E prover-me de perfumes etéreos

 

Chega!

 

Isto é paixão! E dessa vez sem murmuração

Não quero lamentações, quero seu aforismo

Quero seus lábios desabrochando em cadências

Quero poder sonhar sem mitigar a mente

Sufoca-me aguardar outra noite

Divindade que seja! Estou implorando pelo retorno

Abandone esse inverno, a primavera tem que florescer

Sinta-se em minha alma, caia nesse encanto, olhe esse exagero

Diga-me que me ama

E replicarei com um dilúvio

 

  • Autor: Smith (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de maio de 2026 21:42
  • Comentário do autor sobre o poema: Olá! Faz um tempo que não publico meus poemas aqui e, no geral, faz um tempo que não escrevo. Tenho conversado bastante com minha professora de português sobre poesia, e ela disse que meu estilo a lembrava de poetas como Olavo Bilac. Pesquisei e li poema após poema, e este poema é o resultado disso.\r\n\r\nDecidi escrever um poema sobre romance, especificamente sobre o ultrarromantismo. Este é um poema muito teatral, parece uma performance, e é extremamente exagerado! Bem, o amor é exagerado.\r\n\r\nEscrevi-o baseado em minhas próprias experiências, principalmente como um jovem gay, e acho que isso fica óbvio ao lê-lo.
  • Categoria: Amor
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  • Usuários favoritos deste poema: davix2
  • Em coleções: Talvez eu seja um sonhador. Devastador!.


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