o outro

Francisco Queiroz

tenho tanta vontade

de tomar a seco a

dor do outro

 

resolver o problema,

que às vezes passo,

sem perceber,

 

por cima do outro,

o fazendo sentir

uma dor maior.

 

soberbamente eu digo:

"faço por gostar",

o porrete à mão.

 

as lágrimas escorrem,

uma nova ferida

eu lhe abri.

 

o seu silêncio

eu não soube ouvir,

muito menos pude ser

só o ombro que merecia.

  • Autor: Francisco Queiroz (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de maio de 2026 09:40
  • Comentário do autor sobre o poema: Um poema sobre querer consertar e acabar ferindo, quando o que o outro precisava era só ser ouvido e ter alguém presente.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3
  • Em coleções: Silêncios.
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