Francisco Queiroz

o outro

tenho tanta vontade

de tomar a seco a

dor do outro

 

resolver o problema,

que às vezes passo,

sem perceber,

 

por cima do outro,

o fazendo sentir

uma dor maior.

 

soberbamente eu digo:

\"faço por gostar\",

o porrete à mão.

 

as lágrimas escorrem,

uma nova ferida

eu lhe abri.

 

o seu silêncio

eu não soube ouvir,

muito menos pude ser

só o ombro que merecia.