tenho tanta vontade
de tomar a seco a
dor do outro
resolver o problema,
que às vezes passo,
sem perceber,
por cima do outro,
o fazendo sentir
uma dor maior.
soberbamente eu digo:
\"faço por gostar\",
o porrete à mão.
as lágrimas escorrem,
uma nova ferida
eu lhe abri.
o seu silêncio
eu não soube ouvir,
muito menos pude ser
só o ombro que merecia.