Uma flor amarela,
lentamente,
desabrocha: ela não tem pressa.
Eu, ao contrário, quero colhê-la.
Uma joaninha voa
daqui para ali
e pousa perto dela;
contorna uma folha,
refresca-se em um pingo d'água.
Enquanto isso,
o tempo escorre,
e, pelos sulcos,
carrega consigo a terra solta,
até encontrar-se com o sol no horizonte.
Já estou velho para colher
flores amarelas.
Só me resta pedir à lua
que ilumine meu caminho
e me guie de volta
aos rastros
dos meus passos.
-
Autor:
Vinicius (
Offline) - Publicado: 22 de maio de 2026 10:49
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz

Offline)
Comentários1
Um micro-universo, adorei a narrativa, parabéns Poeta!
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.