Uma flor amarela,
lentamente,
desabrocha: ela não tem pressa.
Eu, ao contrário, quero colhê-la.
Uma joaninha voa
daqui para ali
e pousa perto dela;
contorna uma folha,
refresca-se em um pingo d\'água.
Enquanto isso,
o tempo escorre,
e, pelos sulcos,
carrega consigo a terra solta,
até encontrar-se com o sol no horizonte.
Já estou velho para colher
flores amarelas.
Só me resta pedir à lua
que ilumine meu caminho
e me guie de volta
aos rastros
dos meus passos.